domingo, 6 de julho de 2014

Sonolência absoluta - 7 de Janeiro de 2012

   


   Os olhos a quererem fechar-se, lentamente, até que se fecham e apenas se observa a plena escuridão.
   Quero voltar a abri-los para poder ver o mundo e descobrir o que me rodeia. Não o consigo fazer, o cansaço é demasiado, porém tento pregar partidas a mim mesma e esquecer este sono que me está a puxar cada vez mais para o mundo dos sonhos. Parto do princípio que ainda estou acordada, estou a viver o mundo real, todos os sons emitidos, os movimentos,...ainda estou em mim. 
    Porém já é um sonho! Tão agradável que parece que ainda estou acordada! Há apenas algo de diferente, eu não estou a viver um momento da minha vida presente, estou a presenciar uma ocasião do meu passado. Não, talvez não seja. Penso que é mais um futuro ainda por construir. Não o quero conhecer, prefiro não o saber...Quero construí-lo sozinha sem que tenha de seguir aquilo que imaginei.
   Esta assombração que me persegue não me vai deixar tão cedo, será que não consigo sonhar com algo mais abstracto? Esperem um momento! Que pessoa é aquela? Nunca a vi na minha vida. É verdade que irei conhecer pessoas novas pelo caminho que for percorrendo, no entanto esta é diferente, tem algo de especial em si. Que estranho, parece que a reconheço, vendo bem as suas feições e o modo de falar. Já sei! É...
   De repente, algo me assusta e acordo sobressaltada. No preciso momento em que ia encaixar a peça que faltava do puzzle, tudo se desvanece por completo. Era apenas um sonho. Já não me recordo do que estava a sonhar. Como é que é possível?? Só sei que me estava a afectar de algum modo.
  Talvez seja melhor adormecer novamente e esquecer este estranho sonho. Pergunto-me se foi melhor este ter terminado, ou ter a hipótese de saber o que viria a seguir. Sinceramente não sei, mas por algum motivo acordei, por momentos poderia transformar-se num pesadelo que me iria inquietar por algum tempo ou apenas algo sem qualquer significado.
   De qualquer modo os sonhos têm sempre algum significado, podem representar os nossos maiores medos, algo que gostaríamos que acontecesse, etc.
   A seu tempo hei-de de descobrir o mistério que este continha.



Cátia

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